Comunidade educativa celebra o Dia da Consciência Negra
30 de novembro de 2018 Notícias, Portal , , , , , ,
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Lembrado em 20 de novembro, data que remonta à morte de Zumbi dos Palmares – líder quilombola que é símbolo da luta contra a escravidão e, também, pela liberdade de culto religioso e pela prática da cultura africana no Brasil -, o Dia da Consciência Negra visa estimular a reflexão sobre a posição dos negros na sociedade brasileira. Afinal, as gerações de afrodescendentes que sucederam a escravatura sofreram, e ainda sofrem, preconceito em diferentes níveis.

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Foi, justamente, com o intuito de promover um momento de análise que o Colégio Notre Dame Rainha dos Apóstolos possibilitou que sua comunidade educativa prestigiasse, na última segunda-feira (26), apresentação dos socioeducandos do Departamento Social Santa Júlia Billiart – instituição assistencial mantida pela Congregação de Nossa Senhora.

Enquanto, ao som de instrumentos de percussão, meninas vestidas com trajes coloridos executavam passos de Jongo – que, no passado, permitia que os escravos se comunicassem sem que os capatazes ou seus senhores compreendessem -, _DSC0031ao som de berimbau, a capoeira – considerada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Ações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) – foi jogada. _DSC0018Por fim, pandeiros, atabaques, berimbaus, chocalho e viola emprestaram suas sonoridades para a realização de uma roda de samba.

Dessa maneira, avalia o coordenador do Departamento, José Maria Viana, amplia-se o estímulo à consciência negra, já tão marcante em meio aos socioeducandos, para o público. “A Consciência Negra é uma expressão que designa a percepção histórica e cultural que os negros têm de si mesmos”, define, lembrando que, pela relevância do povo africano para a formação social brasileira, são raros aqueles não têm negros entre os seus ancestrais. “Em quase três séculos de escravidão, foram trazidos cerca de quatro milhões de africanos. Esse número representa 37% de todos os escravos trazidos às Américas. Logo, é indiscutível que todos temos algum percentual genético negro em nós”, comenta. “Não há espaço para discriminações”, conclui.

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